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"O que me faz viver é tão intenso que até me perco se explicar. O que me faz viver é tão profundo, mas me vê no mundo, no singular. O que me faz viver vai além da lógica. É maior do que a amplitude cósmica, que o meu pensar. O que me faz viver, eu sei, é isto: de Jesus, o Cristo, o amar." [Sérgio Pimenta]

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CEDO DEMAIS

"...não importa qual seja o poder de Deus, o primeiro aspecto de Deus jamais é o do Senhor absoluto, do Todo-Poderoso. É o do Deus que se coloca no nosso nível humano e se limita."
Jacques Ellul em Anarquia e Cristianismo

Na história cheia de contrastes do cristianismo, o maior contraste talvez esteja no quão rapidamente os cristãos aprenderam a ignorar as terríveis exigências das palavras e do exemplo do homem que pretendiam seguir. Em que, de todos os heróis cristãos, ninguém tenha sido historicamente menos ouvido e menos levado em conta do que o próprio Jesus.

Mas se Jesus é como afirmava ser a ressurreição e a luz do mundo, a verdade, o caminho e a vida. Se, como ele dizia, não se pode esconder uma cidade edificada sobre o monte, de que forma os cristãos conseguiram manter-se por dois mil anos praticamente a salvo da sua mensagem?

Parte importante do problema pode ter sido, paradoxalmente, a extraordinária e crescente popularidade que o cristianismo foi alcançando ao longo dos seus primeiros três séculos de história. Mesmo antes que um ponto final houvesse sido colocado nos livros do Novo Testamento, a nova e revolucionária doutrina do Caminho se propagava à velocidade da língua por mercados, bazares, casas, sinagogas, teatros, tribunais, palácios e escolas de filosofia.

Constantino foi o primeiro imperador romano a professar e organizar o cristianismo como religião no Concílio de Nicéia em 325, e posteriormente, em 392, Teodósio I proclama o cristianismo religião oficial do Império Romano. Em pouco mais de trezentos anos um professor rebelde de um canto remoto do globo era consagrado como o Deus diante do qual se dobrava o imperador de toda a terra.

Nesse sucesso espetacular pode estar a semente do fracasso histórico do cristianismo em representar adequadamente o seu Rei e as idéias que ele defende.

O apóstolo Paulo havia instado Timóteo que transmitisse diligentemente, e através do seu próprio exemplo, o conteúdo da mensagem a discípulos idôneos, capazes de passá-lo adiante sem qualquer deturpação. Porém o discipulado nos moldes estabelecidos por Jesus e pelos apóstolos era um processo lento e exigente, uma exigência que o sucesso formidável do cristianismo primitivo não se podia dar ao luxo de manter. Jesus e sua religião tornaram-se tão populares que as pessoas queriam abraçá-los mesmo antes de saber do que se tratavam e a que vinham.

Naquele tempo, como ainda hoje e pelos mesmos motivos, as pessoas eram convidadas a adotar e defender o cristianismo muito antes de serem ensinadas a discernir por si mesmas as idéias e valores que o Cristo havia adotado e defendido. O cristianismo foi desde cedo produto mais popular do que Jesus. A etiqueta tornou-se instantaneamente mais famosa e mais desejável do que o modelo.

As pessoas se convertiam como moscas, abandonando em massa suas religiões ancestrais em favor da nova e irresistível onda, que combinava os ideais elevados do estoicismo com o misticismo de Platão. De uma hora para outra o empoeirado Filho do Homem tornou-se o herói unânime de todo o mundo conhecido.

Jesus saiu, naturalmente, prejudicado com essa inusitada glória. Como diz Jorge Luis Borges, "a fama é uma espécie de incompreensão: talvez a pior".

Em comum com os romanos e bárbaros, posso ter também adotado o cristianismo cedo demais. Versões disneyficadas da vida de Jesus foram impressas em mim muito antes que eu pudesse conceber Jesus como o homem completo e complexo que aparece nas páginas do Novo Testamento.

Olhando para trás, eu vejo que eu estava pronto para admitir Jesus como Deus muito antes de ser capaz de reconhecê-lo como pessoa notável, divulgador de idéias incomuns, proponente de improvável estilo de vida. Pensar em Jesus como Deus logo cedo foi, para mim, parte fundamental da estratégia de anular qualquer coisa que ele tivesse dito, feito e exigido.

Afinal de contas o sujeito era Deus, maior contraste entre ele e os homens não poderia haver. Nada que dizia respeito a ele poderia vir jamais a dizer respeito a mim. Aceitando Jesus como Deus eu havia, paradoxalmente, sido imunizado contra suas palavras e suas idéias e sua vida e seu exemplo, contra a sua pessoa.

A divindade de Jesus permanecia, no entanto, coisa ligada à religião que eu professava, e não a qualquer convicção pessoal. Era a "crença correta", requisito para que eu me mantivesse sensatamente ligado à religião dos meus pais sem causar maiores problemas a eles e a mim.

Quando encontrei-me finalmente, depois de evitá-lo por muitos tempo e de todas as formas, aos pés do Jesus homem, quando senti-me definitivamente esmagado pela singularidade do seu pensamento, de suas demandas e sua conduta, quando me achei diante do personagem complexo e inclassificável, do caráter puro, espertíssimo e inconformado, do homem inteiramente terno, intransigente, flexível e irrefreável, somente então a possibilidade daquele sujeito ser realmente Deus cruzou minha mente e meu coração.

Descobri que não havia ninguém que eu admirasse mais do que aquele louco crucificado, e pela primeira vez sua vida pesava para mim tanto quanto sua morte.

Cheguei à conclusão de que somente alguém que ousou ser e provar-se tão extraordinariamente homem tinha cacife para afirmar-se Deus.

O ÚLTIMO CRISTÃO




"A questão é simples. A Bíblia é muito fácil de entender. Mas nós, cristãos somos um bando de vigaristas trapaceiros. Fingimos que não somos capazes de entendê-la porque sabemos muito bem que no minuto em que compreendermos estaremos obrigados a agir em conformidade. Tome qualquer palavra do Novo Testamento e esqueça tudo a não ser o seu comprometimento de agir em conformidade com ela. 'Meu Deus', dirá você, 'se eu fizer isso minha vida estará arruinada. Como vou prgredir na vida?'.


Aqui jaz o verdadeiro lugar da erudição cristã. A erudição cristã é a prodigiosa invenção da igreja para defender-se da Bíblia; para assegurar que continuemos sendo bons cristãos sem que a Bíblia chegue perto demais. Ah, erudição sem preço! O que seria de nós sem você? Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. De fato, já é coisa terrível estar sozinho com o Novo Testamento."
Sören Kierkegaard

A MINHA PORÇÃO É O SENHOR



Um estudo realizado por um professor da Universidade de Cornell e seu irmão, pastor presbiteriano mostrou que o tamanho das porções e dos pratos representados nos quadros da Última Ceia têm aumentado sensivelmente no decorrer do último milênio.

As descobertas sugerem que o fenômeno de servirem-se porções maiores em pratos maiores, que leva as pessoas a comerem mais do que deveriam, tem se acentuado gradualmente no mesmo período.

Os pesquisadores analisaram 52 pinturas da Última Ceia, e descobriram que nos últimos mil anos o tamanho do prato principal cresceu progressivamente 69 por cento, e o tamanho do pão cerca de 23 por cento.

Fonte: Reuters

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A CIDADE ESCONDIDA E O DEUS AUSENTE


Até aqui não havia conseguido ponderar sobre os acontecimentos da última quinta-feira (7/04/11). Não havia entusiasmo para arguir ou tecer uma análise. Ainda pasmo e paraliso de terror cada vez que refaço em minha mente as cenas que a mídia não se cansa de narrar. Freud dizia que estamos perpetuamente conspirando em segredo contra nós mesmos. A morte estúpida de crianças em uma escola me faz desconfiar que tal conspiração está cada vez mais explícita.

Em um de seus comentários arbitrários, [Arnaldo Jabor ] citava a carta do assassino enfatizando as partes onde ele falava de “puros e impuros”, “Deus”, “Jesus” e dava recomendações a respeito de seu próprio funeral. Jabor aproveita aquela carta para traçar um histórico da religiosidade humana e suas nefastas conseqüências, agregando, como de praxe, religiosidade e Deus a um único pacote. Por fim arrematava seu comentário com a asseveração de que, apesar de toda a religiosidade, Deus está cada vez mais ausente.

Ora, sejamos mais práticos. Era, na verdade, um sujeito esquizofrênico, solitário, abandonado de todos os lados, perseguido cruelmente na escola por ser “estranho”. Sua carta era uma sucessão de delírios. Ele não professava nela nenhuma religião específica, apenas religiosidade. Neste episódio macabro, aquele sujeito psicótico e atormentado foi apenas o executor. O autor, na verdade, não tem cara. Está presente em instituições como escolas, empresas, ambientes religiosos e na mídia.

O que acontece, de fato, é que este é um mundo de retribuição, em que ninguém ama quem não tem nada a oferecer. Quem são nossos favoritos? Os notáveis, os talentosos, os destacados, os fluentes, os afluentes, os bonitos, os ricos, os famosos, os sábios, os afinados, os inteligentes, os espirituais. Quanto mais admiráveis nos parecem as qualidades de alguém, mais naturalmente, mais inevitavelmente essa pessoa parecerá merecedora do nosso amor.

Aqueles que não têm alguma competência para oferecer: os feios, os desajeitados, os que não sabem falar, os que não sabem escrever, os que não sabem jogar bola, os que não sabem agradar intuem por sua vez que nunca serão amados de forma unânime e intensa como os notáveis. Não têm competências em grau ou quantidade suficientes para merecer nosso amor, e sabem disso.

Nossa tendência mais natural é amar as pessoas pelo que são capazes de fazer, seja essa capacidade efetiva ou potencial. Nisso consiste o que também dou o nome de religiosidade: não amamos as pessoas, amamos suas competências. A religiosidade humana não se resume apenas àquela religiosidade talhada a mão, professada em ambientes ditos sagrados, onde se aglomeram devotos. Trata-se de uma religiosidade mais tosca, não lapidada, esperando receber um formato. Mais ou menos como na carta do sujeito. Para ele as distinções se resumem a “puros e impuros”. Para nós, as distinções mais comuns se baseiam em bonitos e feios, inteligentes e tapados, normais e estranhos... a lista é inesgotável.

A religiosidade não é, portanto, um privilégio dos que se organizam sob um punhado de crenças. A religiosidade é intrínseca ao ser humano, seja ele místico ou agnóstico. É formato do mundo, com o qual não se pode conformar, porque é cármico, é recompensalista e cruel. E neste sistema Deus foi convidado a se retirar, de modo que, é lógico, está ausente. Pois nossa vida é, de cima a baixo, da infância à velhice, da manhã à noite, do trabalho ao lazer, mera resposta condicionada às exigências feitas sobre nós pelos outros e por um meio-ambiente criado pelo homem.

Mas acho que o mundo ainda pode ser salvo disso, e quero explicar como, mas preste atenção porque só vou dizer uma vez.

É necessário em primeiro lugar que se entenda que (e porque) a situação está cada vez mais desesperadora do que já esteve. O mundo está duas vezes mais difícil de salvar do que, digamos, no tempo de Jesus, e não é só porque há mais gente para ser salva. Tanto a salvação do mundo quanto a específica dificuldade presente estão ligadas à qualidade das relações entre as pessoas.

Há dois mil anos, para salvar o mundo, bastava convidar as pessoas a abraçarem uma forma radical e revolucionária de convivência. Hoje em dia é preciso lembrá-las, em primeiro lugar, do que é convivência, que há um mundo possível determinado pelas relações autônomas e criativas entre as pessoas, um mundo louquíssimo impulsionado pela graça fragilíssima da camaradagem e não pela sociedade de consumo, pela internet, pelos reality shows, pelos times de futebol, pela marca da roupa, pelo modelo do carro, pelo peso onipresente das pressões familiares, religiosas, sexuais, econômicas, raciais e políticas.

Jesus viveu naturalmente para denunciar a religiosidade humana. Ele convidava, de forma singela, a que adotássemos um novo e notável critério, que é incrivelmente, a ausência de qualquer critério. O Filho do Homem desafia-nos a ser nisso singulares (leia-se santos) como Deus é, disparando amor arbitrariamente como metralhadoras, abandonando definitivamente os critérios usuais de competência. Essa regra divina pode ser expressa da seguinte forma: Ninguém merece, por isso todos podem ter.

Portanto, desiluda-se por completo de todas as iniciativas comunitárias ou governamentais, por mais bem-intencionadas que sejam, e raramente são. A salvação não virá de ONGs ou OGs, Gogues ou Magogues, poderes ou potestades. A salvação não virá de igrejas, assembléias legislativas, organizações de bairro, sindicatos, asilos, orfanatos ou campanhas de assistência humanitária. Se eu e você não fizermos, ninguém vai fazer. Absolutamente ninguém vai fazer.

“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre o monte.”

Mateus 5:14

Não se iluda, isso não é função de nenhum grupo específico. Qualquer um pode trazer luz ao mundo, qualquer um. Mas na maior parte do tempo Deus não existe, quando a situação aperta ele passa a estar ausente e o evangelho é uma farsa. Não se pode esconder uma boa-nova que se aplica a qualquer um, por isso, quando não atinge indiscriminadamente a todos, a cidade não está sobre o monte, e pode ser facilmente escondida.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Padre Alfredinho - Militância do Evangelho

Frei Betto
“Há criaturas como a cana: mesmo postas na moenda,
esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura”

Dom Hélder Câmara


Salão do Sindicato dos Cozinheiros de Paris, início da década de 40. 0 presidente indaga quantos trabalhadores tem um mes de férias por ano. Uns tantos se levantam. Quem tem apenas uma semana de descanso. Uns poucos ficam de pé. Quem só obtém licença do patrão para descansar apenas no fim de semana. Outro punhado de pé. Quem nunca descansa? Um rapaz suíço, com pouco mais de um metro e meio de altura, levanta-se ao fundo. Era Alfredo Kunz, um militante cristão.

Meses depois, Alfredinho, como era conhecido, foi mobilizado pelo Exército francês para lutar contra o avanço das tropas de Hitler. Aprisionado, passou a guerra num campo de concentração na Áustria, ao lado de prisioneiros soviéticos. Aprendeu russo para pregar o Evangelho a seus companheiros de infortúnio. Em 1945, logrou fugir do campo, onde morreram cerca de 40 mil pessoas. Estranhou a indiferença dos soldados nazistas que cruzavam com ele, um notório evadido, com uniforme azul e cabeça raspada. Naquele dia, a guerra terminara.

Alfredinho tomou três decisões: tornar-se padre, trabalhar com os mais pobres entre os pobres e jamais vestir outra roupa que não reproduzisse o modelo do uniforme do campo, em memória de seus companheiros mortos.

Ingressou na congregação dos Filhos da Caridade e, a convite de dom Antônio Fragoso, em 1968 veio para a Diocese de Crateús (CE). Perguntou ao bispo qual era a paróquia mais miserável da diocese. Dom Fragoso apontou Tauá, região de seca e flagelo. Alfredinho instalou-se na capela local. Desprovida de casa paroquial, ele dormia no colchão estendido junto ao altar e cozinhava num fogareiro.

Certa noite, foi chamado para atender uma prostituta que, cancerosa, agonizava em seu barraco de taipa, na zona boêmia. Antonieta queria confessar-se. Padre Alfredinho disse a ela: "Somos nós que devemos pedir perdão a você. Perdão pelos pecados de uma sociedade que não Ihe ofereceu outra alternativa de vida. Como Jesus prometeu, Antonieta, você nos precederá no Reino de Deus. Interceda por nós."

Após receber a absolvição e a unção dos enfermos, a mulher faleceu. Não havia dinheiro para o caixão. As prostitutas enrolaram a companheira num lençol e arrancaram a porta de madeira do barraco para levar o corpo a vala comum do cemitério. Ao retornar para colocar a porta no lugar, Alfredinho teve uma inspiração. Durante anos, o vigário de Tauá habitou aquele casebre em plena zona boêmia da cidade.

Num tempo de seca, os flagelados invadiam as cidades do Ceará. Temerosos, muitos fechavam as portas. Alfredinho criou a campanha da Porta Aberta ao Faminto (PAF), cartaz que cerca de 2 mil fami1ias ostentaram em suas casas, acolhendo as vítimas do descaso do poder público.

Fomos amigos e bebi de sua espiritualidade. Barbado, vestido com a roupa azul que lembrava um macacão, sandálias nos pés e mochila nas costas, o aspecto de Alfredinho não diferia do de um mendigo. Convidado a pregar o retiro dos franciscanos, em Campina Grande, chegou de madrugada e dormiu na escada da igreja do convento. Ao acordar, catou as moedas que encontrou em volta e bateu a porta. "Quero falar com o superior", disse ao porteiro. "O superior não pode atender. Está em retiro." Alfredinho tentou esclarecer: "Sim, eu sei, pois vim pregar o retiro." O porteiro já ia expulsá-lo quando Alfredinho foi reconhecido por um frade que passava.

Testemunhei fato idêntico em Vitória, nos anos 70. A cozinheira interrompeu meu jantar com dom João Batista da Motta Albuquerque para comunicar: "Um mendigo insiste em falar com o senhor." O arcebispo reagiu: "Diga a ele que espere, minha filha. Vou atende-lo após o jantar." Era o padre Alfredinho, que viera pregar o retiro do clero local.

Em 1988, Alfredinho mudou-se para a Favela Lamartine, em Santo André (SP). Passou a viver entre o povo da rua e a dedicar-se a confraria que fundou, a Irmandade do Servo Sofredor (Isso), hoje congregando pessoas consagradas aos mais pobres em dez Estados do Brasil e vários países. Sua trajetória espiritual entre os excluídos está narrada em seus livros, muitos traduzidos no exterior: A sombra do Nabucodonosor, A Ovelha de Urias, A Burrinha de Balaão, A Espada de Gedeão e O Cobrador.

No domingo, 13 de agosto, Alfredinho transvivenciou, acolhido por Aquele que era o seu caso de Amor. Deixou como herança o testemunho de que uma Igreja afastada do pobre é uma Igreja de costas para Jesus


Frei Betto, escritor, é autor do romance sobre exclusão social Hotel Brasil (Ática), entre outros livros.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Gente - Marcos Valle

Gente que entende
que não pode dar
porque nunca na vida sofreu por não ter
Deus quando fez essa terra pensou em fazer tudo bem diferente
Não que eu queira ter muita coisa demais
quero é ter um pouco de paz
quero apenas ter um lugar pra morar
porque
veja bem
há quem tem
sem saber
mais de cem
pode até mesmo o Senhor se zangar
e vir para a Terra e tudo mudar.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O QUE ME FAZ VIVER












"Há um reino no tempo em que a meta não é ter, mas ser, não possuir, mas dar, não controlar, mas partilhar, não submeter, mas estar de acordo.
A vida vai mal quando o controle do espaço, a aquisição de coisas do espaço torna-se nossa única preocupação..."
(ABRAHAM JOSHUA HESCHEL)

("O Que Me Faz Viver" - Sérgio Pimenta)